Do contrato ao primeiro óleo: quanto tempo levam os FPSOs da Petrobras

Fonte: Brasil Energia Petróleo

Considerando-se as unidades que iniciaram produção a partir de 2010, o tempo médio entre o fechamento do contrato de afretamento e o início de operação dos FPSOs foi de aproximadamente dois anos e meio (963 dias).

Também operados pela Modec, os FPSOs Cidade de Caraguatatuba e Mangaratiba aparecem na segunda posição na lista: foram 3,08 anos para começar a produzir após o fechamento do contrato com a petroleira. As plataformas têm capacidade para extrair 100 mil e 150 mil bopd, respectivamente.

Na sequência estão os FPSOs Cidade de Saquarema (150 mil bopd/3 anos); Anchieta (110 mil/2,75); Itaguaí (150 mil/2,6); Maricá e Ilhabela (150 mil/2,58); São Paulo (120 mil/2,42); Angra dos Reis (100 mil/2,167); Paraty (150 mil/1,9); e Capixaba (100 mil/1,83).

Importante observar que os números não permitem uma análise sobre o desempenho dos afretadores, uma vez que o tempo até a entrada em operação dos FPSOs é impactado por fatores externos, como a emissão das licenças de instalação e operação das plataformas pelo Ibama.

Outra ponto a ser considerado é que a lista em questão traz plataformas new builds (construídas a partir do zero) e convertidas e de diferentes capacidades.

Campos vs. Santos

O relativamente prolongado período para entrada em operação do Cidade de Campos dos Goytacazes acabou elevando a média das três unidades instaladas na Bacia de Campos para 2,7 anos, ante 2,6 em Santos – isso apesar de os FPSOs que registraram as duas melhores marcas (Capixaba e Paraty) estarem na primeira bacia.

FPSOs próprios

O caso dos FPSOs próprios da Petrobras é mais complexo porque seus contratos de construção foram – ao menos mais recentemente – assinados em diferentes datas com mais de uma empresa, sendo divididos em casco e módulos/integração.

Foi o que aconteceu com as duas últimas unidades próprias a entrar em operação – P-66 e P-74. A primeira entrou em operação em maio de 2017, mais de seis anos após a assinatura do contrato de construção do casco com a Engevix e pouco menos de cinco anos do contrato de integração com o Brasfels.

Vale lembrar que parte dos módulos da unidade foi contratada aos consórcios Iesa O&G/Andrade Gutierrez – que acabou transferindo parte das obras para estaleiros asiáticos –, MGT (DM/TKK Engenharia) e Tomé Ferrostaal.

Já a P-74 produziu o primeiro óleo em abril deste ano, cerca de seis anos depois do fechamento do contrato de conversão de seu casco com o grupo Enseada (Queiroz Galvão, Odebrecht, UTC Engenharia), e cinco após a contratação da integração com o Estaleiros do Brasil, que, posteriormente, assumiu os trabalhos de conclusão do casco (carry-over).

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